Muitos livros e boatos falam a cerca da reencarnação. Existe muita polêmica na abordagem no que diz respeito a veracidade deste fato, o dogma da Igreja e os protestantes rejeitam terminantemente o assunto, já os orientais aceitam naturalmente o tema como parte do processo evolutivo humano. O problema todo está em alguns fatos que reprimem a busca da verdade, é talvez uma questão de cultura de cada lugar do mundo ou continente em que vivemos.
O tema da reencarnação existiu desde a antiguidade e o comentário era considerado comum e aceito entre os povos. O problema maior de sua compreensão reside no fato da nossa ignorância a respeito da constituição setenária da natureza e somando-se a isto os dogmas existentes em uma cultura e a mente fechada e limitada para uma não averiguação do assunto. Se as pessoas investigassem sem dogmatismos, com a mente aberta, que todas as Escrituras ‘Religiosas’ não adulteradas falam deste tema indicando que a reencarnação É uma coisa real e faz parte do processo da existência cíclica e evolutiva de todas as coisas, então teriam resolvido este empecilho. A reencarnação está mencionada em várias passagens na Bíblia como: Mateus, 11, 13-15 ; I Cor, 15, 18-19; Mateus, 5, 25-26; Mateus, 17, 10-13; Jô, 1, 20-21; Jeremias, 1, 4-5.
A adulteração foi ocorrida no Concílio de Constantinopla II no ano 553 dc: (Convocado pelo imperador Justiniano ( 527-565 ), que era monofisista. Sua esposa Teodósia, que tinha mandado matar cerca de quinhentas cortesãs, ficou com medo das conseqüências cármicas, empenhou-se em abolir essa doutrina, confiante nessa “anulação divina” dos ensinamentos de Orígenes ( 185-254 ) sobre a reencarnação. Justiniano depôs o Papa Silvério ( 536-537) colocando o Papa Virgílio ( 537-555 ) em seu lugar, decreto um edito especial sobre o assunto em 543 e convocou o Concílio. Participaram somente bispos do Oriente, nenhum de Roma, nem o Papa Virgílio, apesar dos protestos deste na sua publicação intitulada Anathemata, ficando, o Concílio sobre o comando do patriarca de Constantinopla, Eutíquio. Desta forma foi restaurado o monofissismo, insistindo na unidade da pessoa de Cristo, e foi abolida a doutrina da reencarnação. Rejeitou novamente o nestorianismo ). Ainda resta um pouco de indicação para suspeitarmos a existência deste tema nesta Escritura.
Estudando o assunto; o problema está em saber o que reencarna. Olhando um pouco da constituição setenária do homem vemos que ‘O Que retorna e Permanece’ não é a personalidade humana, que é uma máscara, e sim o Cristo Interno, latente, envolvido por camadas ou roupagens. Se levarmos em conta que quem reencarna é a Maria ou o Francisco isto é absolutamente falso e irreal, mas se percebermos que Quem retorna é somente a Trindade Superior de nossa constituição, que ainda está muito pouco manifesta em nossas trivialidades mundanas e que leva consigo todo o fardo inconseqüente da nossa personalidade que assumimos nessa terra física com aperfeiçoamentos a serem efetuados, então esta idéia será plausível e real; é como diz o Cristo em Mateus, 5, 48-... ‘Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está no céu.
Interpretando esta parábola, o Mestre nos induz a compreendermos que a Perfeição humana é perfeitamente possível à medida que as encarnações deste Ser latente em nós, passo a passo, se manifeste em sua plenitude até que chegue a estatura do Cristo, como diz São Paulo em uma de suas cartas. A idéia “que está no Céu” significa a Perfeição humana absoluta, aquele que chegou a um grau de conhecimento e sabedoria somente percebidos por Iniciados Verdadeiros, é uma Consciência celestial e de absoluta percepção de tudo que existe e de Unidade entre todas as coisas.
Em Hebreus 9; 27-28 quando diz que é dado que os homens morrem uma só vez e depois disso vem o julgamento, assim, também Cristo se ofereceu de uma vez por todas, para tirar os pecados de muitos. Ele aparecerá uma segunda vez, sem nenhuma relação com o pecado, para aqueles que o esperam para a salvação: O fato de ser dito que o homem morre somente uma vez é com respeito à morte psicológica da personalidade mundana, dos nossos desejos, egoísmos, luxúria, etc. isto realmente somente morre uma vez para a ressurreição dos mortos (da nossa personalidade) e a manifestação total do nosso Cristo Interno, latente. A Vida é Eterna, seus tipos de manifestações é que difere de um a outro indivíduo. Existem vários graus desta exteriorização Crística e essa segunda vinda de Cristo retrata a explicitação Plena de sua Consciência pura e íntegra, é ai que teremos a salvação verdadeira, pois, nesta condição, o nosso Cristo Interno se manifestou em sua total plenitude. Os pecados de muitos é justamente a prisão em que estamos no momento submetidos por sermos escravos da nossa personalidade. A idéia da morte na Bíblia não é a morte física mas sim a morte dos atributos dessa personalidade psicológica, disse Jesus: não faço aquilo que quero ( da personalidade ), mas sim aquilo que o meu Pai quer. Jesus era a personalidade humana, Cristo a entidade Divina que o habitava em total conexão com o homem mundano.
Bibliografia: Livros: O Cristianismo Esotérico de C.W Leadbeater
sábado, 27 de junho de 2009
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