segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Obras Básicas - Parte 2
III - Complementação, Obras de André Luiz, Psicografadas por Francisco C. Xavier, algumas em parceria com Waldo Vieira
01 - Nosso Lar
02 - Os Mensageiros
03 - Missionários da Luz
04 - No Mundo Maior
05 - Libertação
06 - Entre a Terra e o Céu
07 - Nos Domínios da Mediunidade
08 - Ação e Reação
09 - Sexo e Destino
10 - E a Vida Continua
11 - Mecanismos da Mediunidade
Obs.: O conjunto de obras de André Luiz, para sua correta assimilação, deverá ser precedida do estudo das obras da codificação de Allan Kardec.
IV - Complementação - História do Espiritismo - Arthur Conan Doyle
V - Romances Espíritas
Obras psicografadas por médiuns recomendados, a saber:
- Francisco C. Xavier
- Luiz Sérgio
- Yvonne Pereira
- Divaldo Pereira Franco
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Obras básicas de para o Espiritismo
Na maioria das vezes sem razão e por puro preconceito.
Na minha opinião, qualquer pessoa que não tenha estudado no mínimo a lista de livros que posto aqui não pode de forma honesta tecer uma crítica abalizada sobre o Espiritismo.
Segue a sugestão:
I - Obras da codificação - Allan Kardec
01 - O Evangelho Segundo o Espiritismo
02 - O que é o Espiritismo
03 - O Livros dos Espíritos
04 - O Livro dos Médiuns
05 - A Gênese
06 - O Céu e o Inferno
07 - Obras Póstumas
II - Complementação, como auxílio a reformulação interior. Obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e outros autores.
01 - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel
02 - Pão Nosso - Emmanuel
03 - Vinha de Luz - Emmanuel
04 - Fonte Viva - Emmanuel
05 - Palavras de Vida Eterna - Emmanuel
06 - Agenda Cristã - André Luiz
07 - Conduta Espírita - André Luiz
08 - Jesus no Lar - Neio Lúcio
09 - Luz Acima - Humberto de Campos
10 - Pontos e Contos - Humberto de Campos
11 - Boa Nova - Humberto de Campos
12 - Renovando Atitudes - Francisco do Espírito Santo Netto
13 - As Dores da Alma - Francisco do Espírito Santo Netto
14 - Um Modo de Entender - Francisco do Espírito Santo Netto
15 - Evangelho no Lar - Maria T. Compri
16 - Sinal Verde - André Luiz
Em breve postarei as demais sugestões.
Felicidade
Minha grande amiga Alessandra foi iniciada no Candomblé.
Sem dúvida uma grande aquisição para essa tão importante religião.
Alessandra é o tipo de pessoa que agrega em qualquer movimento.
Muito Axé Alê!!!
sábado, 27 de junho de 2009
Reencarnação existe?
O tema da reencarnação existiu desde a antiguidade e o comentário era considerado comum e aceito entre os povos. O problema maior de sua compreensão reside no fato da nossa ignorância a respeito da constituição setenária da natureza e somando-se a isto os dogmas existentes em uma cultura e a mente fechada e limitada para uma não averiguação do assunto. Se as pessoas investigassem sem dogmatismos, com a mente aberta, que todas as Escrituras ‘Religiosas’ não adulteradas falam deste tema indicando que a reencarnação É uma coisa real e faz parte do processo da existência cíclica e evolutiva de todas as coisas, então teriam resolvido este empecilho. A reencarnação está mencionada em várias passagens na Bíblia como: Mateus, 11, 13-15 ; I Cor, 15, 18-19; Mateus, 5, 25-26; Mateus, 17, 10-13; Jô, 1, 20-21; Jeremias, 1, 4-5.
A adulteração foi ocorrida no Concílio de Constantinopla II no ano 553 dc: (Convocado pelo imperador Justiniano ( 527-565 ), que era monofisista. Sua esposa Teodósia, que tinha mandado matar cerca de quinhentas cortesãs, ficou com medo das conseqüências cármicas, empenhou-se em abolir essa doutrina, confiante nessa “anulação divina” dos ensinamentos de Orígenes ( 185-254 ) sobre a reencarnação. Justiniano depôs o Papa Silvério ( 536-537) colocando o Papa Virgílio ( 537-555 ) em seu lugar, decreto um edito especial sobre o assunto em 543 e convocou o Concílio. Participaram somente bispos do Oriente, nenhum de Roma, nem o Papa Virgílio, apesar dos protestos deste na sua publicação intitulada Anathemata, ficando, o Concílio sobre o comando do patriarca de Constantinopla, Eutíquio. Desta forma foi restaurado o monofissismo, insistindo na unidade da pessoa de Cristo, e foi abolida a doutrina da reencarnação. Rejeitou novamente o nestorianismo ). Ainda resta um pouco de indicação para suspeitarmos a existência deste tema nesta Escritura.
Estudando o assunto; o problema está em saber o que reencarna. Olhando um pouco da constituição setenária do homem vemos que ‘O Que retorna e Permanece’ não é a personalidade humana, que é uma máscara, e sim o Cristo Interno, latente, envolvido por camadas ou roupagens. Se levarmos em conta que quem reencarna é a Maria ou o Francisco isto é absolutamente falso e irreal, mas se percebermos que Quem retorna é somente a Trindade Superior de nossa constituição, que ainda está muito pouco manifesta em nossas trivialidades mundanas e que leva consigo todo o fardo inconseqüente da nossa personalidade que assumimos nessa terra física com aperfeiçoamentos a serem efetuados, então esta idéia será plausível e real; é como diz o Cristo em Mateus, 5, 48-... ‘Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está no céu.
Interpretando esta parábola, o Mestre nos induz a compreendermos que a Perfeição humana é perfeitamente possível à medida que as encarnações deste Ser latente em nós, passo a passo, se manifeste em sua plenitude até que chegue a estatura do Cristo, como diz São Paulo em uma de suas cartas. A idéia “que está no Céu” significa a Perfeição humana absoluta, aquele que chegou a um grau de conhecimento e sabedoria somente percebidos por Iniciados Verdadeiros, é uma Consciência celestial e de absoluta percepção de tudo que existe e de Unidade entre todas as coisas.
Em Hebreus 9; 27-28 quando diz que é dado que os homens morrem uma só vez e depois disso vem o julgamento, assim, também Cristo se ofereceu de uma vez por todas, para tirar os pecados de muitos. Ele aparecerá uma segunda vez, sem nenhuma relação com o pecado, para aqueles que o esperam para a salvação: O fato de ser dito que o homem morre somente uma vez é com respeito à morte psicológica da personalidade mundana, dos nossos desejos, egoísmos, luxúria, etc. isto realmente somente morre uma vez para a ressurreição dos mortos (da nossa personalidade) e a manifestação total do nosso Cristo Interno, latente. A Vida é Eterna, seus tipos de manifestações é que difere de um a outro indivíduo. Existem vários graus desta exteriorização Crística e essa segunda vinda de Cristo retrata a explicitação Plena de sua Consciência pura e íntegra, é ai que teremos a salvação verdadeira, pois, nesta condição, o nosso Cristo Interno se manifestou em sua total plenitude. Os pecados de muitos é justamente a prisão em que estamos no momento submetidos por sermos escravos da nossa personalidade. A idéia da morte na Bíblia não é a morte física mas sim a morte dos atributos dessa personalidade psicológica, disse Jesus: não faço aquilo que quero ( da personalidade ), mas sim aquilo que o meu Pai quer. Jesus era a personalidade humana, Cristo a entidade Divina que o habitava em total conexão com o homem mundano.
Bibliografia: Livros: O Cristianismo Esotérico de C.W Leadbeater
quarta-feira, 24 de junho de 2009
São João - 24 de junho
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No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.
Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.
O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.
Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.
O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.
Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.
Assim surgiu a Festa de São João
Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.
Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:
- Como poderei saber do nascimento do garoto?
- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.
Santa Isabel cumpriu a promessa.
Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.
Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…
E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.
Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.
Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.
A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.
No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.
Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:
- João!
Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.
Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…
Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.
A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências
Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.
A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.
Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.
No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
História do Cisma Bizantino
Tradução: Dr. Rafael Vitola Brodbeck
Alguns estudiosos do passado e a própria opinião popular sustentam que o Cisma Bizantino greco-eslavo (causando o nascimento da atual Comunhão Oriental Ortodoxa) foi consumado nos tempos do nos dias do Patriarca Fócio de Constantinopla (858-886). Ainda outros pensam que o cisma entre Roma e Bizâncio quando a “Rainha do Bósforo” (n.t.: Bizâncio, Constantinopla) viu os Cardeais Romanos e o Patriarca Miguel Cerulário empenhados em mútua excomunhão, no ano de 1054.
Realmente, foi no fim do século XIII que a Igreja Bizantina Grega (constituída pelos Patriarcas de Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém) junto com suas desdobradas Igrejas eslavas nos Bálcãs se encontrariam separadas da comunhão plena com a Sé de Pedro. Até hoje as Igrejas Ortodoxas Orientais (como são comumente conhecidas), consistentes em torno de 16 igrejas nacionais, são as herdeiras do cisma mais trágico jamais ocorrido na História da Igreja Católica. A contínua separação dessas Igrejas Orientais da unidade católica nunca cessou de ser deplorada pelos Romanos Pontífices, sempre conscientes da oração de Nosso Senhor a Seu Pai Celeste para que todos os Seus professos seguidores fossem “um, em Nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste” (Jo 17,21).
Do século IV até o VIII o Cristianismo Oriental foi inundado por cismas em larga escala, causados pela disseminação de várias heresias como o arianismo, o nestorianismo, o monofisismo, o monotelismo e o iconoclasmo. Os primeiros sete Concílios Ecumênicos (o primeiro foi em Nicéia, no ano de 325; o sétimo em Constantinopla, em 787) lutaram para preservar a ortodoxia da fé cristã contra os ensinos heréticos que distorceram o ensinamento apostólica acerca da Trindade, da Pessoa de Cristo, e das conseqüências salvíficas da Encarnação. O nestorianismo espalhou-se entre os cristãos da Síria Oriental e Pérsia (agora Irã e Iraque), e foi se expandindo até a Ásia Central, Índia e China. Se os nestorianos rejeitaram o Concílio de Éfeso (em 431), os monofisitas rejeitaram o Concílio de Calcedônia (em 451). O monofisismo espalhou-se entre os sírios ocidentais (jacobitas), coptas do Egito, etíopes e armênios (estes últimos constituíram a primeira nação cristã!). É interessante observar que cada heresia que, em larga escala, retalhava a unidade da Igreja no Oriente teve o apoio de algumas centenas de Bispos e seus concílios. Até hoje os poucos nestorianos existentes ainda julgam-se “ortodoxos” como fazem também numerosos monofisitas que se chamam a si mesmos “ortodoxos orientais”.
Não deveríamos nos esquecer que o heresiarca Nestório foi Bispo de Constantinopla. Sua condenação no Concílio de Éfeso (em 431) infelizmente serviu apenas para espalhar sua heresia entre as Igrejas sírias e persas. Mais tarde, a mesma Sé de Constantinopla, buscando supremacia no Oriente sobre os outros patriarcados, seria detido por hereges Patriarcas monofisitas, monotelitas e iconoclastas, apoiados pelos Imperadores Bizantinos que perseguiram violentamente os fiéis católicos. Como calculou um escritor, dos cinco séculos entre a ascensão do Imperador Constantino Magno ao trono imperial e o VII Concílio Ecumênico (Concílio Ecumênico de Constantinopla III, em 787), mais de duzentos anos se passaram com a Sé Imperial de Constantinopla separada de Roma. A despeito dos grandes cismas os quais viram numerosos grupos de cristãos orientais partirem da ortodoxia católica, houve Bispos orientais que permaneceram em comunhão com a Sé de Pedro, “cabeça de todas as Igrejas de Deus”, o que representou a contínua existência da “Igreja una, santa, católica e apostólica” afirmada pelo Credo Niceno-Constantinopolitano e afirmado pelo II Concílio Ecumênico em 381 (Concílio Ecumênico de Constantinopla I). No primeiro milênio da História da Igreja o critério de catolicidade e ortodoxia na fé foi sempre a concordância dogmática com o Bispo de Roma, o Sucessor do Príncipe dos Apóstolos.
Alguém deve lembrar-se do problema clássico de interferência nos negócios internos da Igreja com os Imperadores Bizantinos apoiando a heresia e buscando modificar ou comprometer a Fé Ortodoxa da grande comunhão entre as Igrejas Ocidental e Oriental, chamada “A Igreja Católica”. A manutenção do controle imperial da Igreja seria um fator constante em todas as negociações para a reunião das Igrejas Bizantinas Greco-eslavas com Roma, que teriam lugar no período medieval (séculos XI a XV). Uma ideologia romana oriental (grega bizantina) inicialmente desenvolvida onde o Imperador fosse considerado “outro Cristo”, o primeiro personagem da Cristandade, exaltado de fato acima de todos os Patriarcas e Concílios. Ele era o guardião e protetor do Império e da Fé Ortodoxa, nenhum dos quais poderia existir sem o outro. Como um número razoável de historiadores tem notado, ninguém poderá entender a história do Cisma Bizantino Greco-eslavo se não entender também a tradição bizantina dos direitos e deveres do Imperador em relação à Igreja e a profunda repugnância que seria sentida pelos bizantinos no emergir no Ocidente de um Império Franco de “bárbaros” estrangeiros latinos, o que soava incrivelmente agressivo.
A regra seguida pelos Imperadores Bizantinos durante a famosa controvérsia fociana (século IX) é particularmente ilustrativa, especialmente de como eles não tiveram escrúpulo em depor, ao seu desejo, tanto o Patriarca Inácio quanto seu sucessor, Patriarca Fócio. Com a grande heresia iconoclasta colocada de lado pelo “Triunfo da Ortodoxia” no ano de 843 e a união com Roma restaurada, a paz interna da Igreja Bizantina Grega seria novamente perturbada pelo violento conflito entre os apoiadores do erudito Patriarca Fócio e os do santo Patriarca Inácio. No inacreditavelmente complexo assunto da Crise Fociana, iniciada em 858 quando Fócio substituiu Inácio no trono da Sé de Constantinopla (com o suporte do Imperador Miguel), os seguidores de Inácio apelaram a Roma declarando Fócio um usurpador e culpado de vários crimes contra eles. Com os missionários latinos e gregos disputando entre si se os búlgaros, recentemente convertidos, deveriam estar sob a jurisdição de Roma ou Constantinopla, o Patriarca Fócio excedeu-se no ataque aos missionários francos, acusando-os de “impiedades” litúrgicas e disciplinares (por exemplo, jejum aos sábados, consumo de produtos diários na Quaresma, imposição do celibato clerical, não permissão aos sacerdotes para conferir o sacramento da Crisma etc). Pior ainda, “eles tinham ultrapassado os limites da maldade e falsificado o Credo ao introduzir o ‘Filioque’”.
Em outros escritos, ele denunciou a doutrina apreendida por séculos no Ocidente que o Espírito Santo também procede “do Filho” (“Filioque”) como “heresia” e “blasfêmia.” Em 867, Fócio convocou um sínodo declarando o Papa Nicolau I (um dos maiores Pontífices e um dos mais eloqüentes defensores do Primado Romano) deposto e excomungado! Roma reagiu com seu próprio sínodo condenando Fócio por ter tido a audácia de julgar um Papa.
Dois concílios que tiveram lugar em Constantinopla (o VIII Concílio Ecumênico em 869, que condenou e depôs Fócio do Patriarcado, e o Concílio de 879-880, que reabilitou Fócio com o consentimento do Papa João VIII, que pretendeu restaurar a paz e a unidade entre os bizantinos). Modernas pesquisas históricas mostram que Fócio (a despeito de suas querelas litúrgicas e doutrinárias com os francos latinos na Bulgária) morreu em comunhão com a Santa Sé. Apesar de sua disputa pessoal com o Papa Nicoulau I (acusando-o de interferência desnecessária nos negócios internos da Igreja Bizantina), ele nunca rejeitou o primado de jurisdição universal de Roma sobre toda a Igreja, Oriental e Ocidente – um primado que foi tão vigorosamente descrito nas cartas dos Papas Nicolau I, Adriano II, Estevão V e João VIII. O mesmo primado petrino de Roma na Igreja Universal foi de maneira similar reconhecido pelo Imperador Bizantino Basílio, que estava presente nos Concílios de 869 e 879-880 (apesar de desejar manter seu controle administrativo dos negócios eclesiásticos no Oriente e o controle imperial sobre a Bulgária). A despeito do Cisma Bizantino Greco-eslavo não ter se concretizado com o Patriarca Fócio ou mais tarde com o Patriarca Miguel Cerulário em 1054, os ataques de Fócio às práticas litúrgicas e à disciplina latinas e, mais grave, sua doutrina negando que o Espírito Santo procedia do Pai e do Filho foram largamente pregadas entre os bizantinos. A “heresia latina” do Filioque constituiria o mais importante tema dogmático usado para justificar o crescente estranhamento entre latinos e gregos, (e conseqüentemente) as várias rupturas de comunhão, e por fim, o cisma formal com Roma que certamente desenvolveu-se depois do atroz saque de Constantinopla pelos venezianos em 1204 e da rejeição violenta do Concílio de reunião em Lião, no ano de 1274. Antes mesmo, nesse século, o canonista Demetrios Chromantianos foi exceção à opinião do renomado canonista Theodoro Balsamon, o qual fixou que os latinos não poderiam ser admitidos à Eucaristia nas igrejas gregas. Chromantianos argüiu que os latinos nunca haviam sido proscritos por um Concílio, “nem foram taxados como hereges pela Igreja”. Ainda quando um concílio bizantino, em 1285, formalmente rejeitou a doutrina do Filioque, dada pelo Concílio de Lião (de reunião com os orientais), a posição desses Prelados bizantinos que recusavam ter comunhão com os latinos permanecia equívoca desde que todos eram cientes (e isso nos séculos XIV e XV) que nenhum Concílio Ecumênico tinha condenado os latinos como hereges ou cismáticos.
Como notado acima, muitos historiadores do passado analisaram equivocadamente o Patriarca Fócio, do século IX, e os eventos de 1054 com as mútuas excomunhões entre o Patriarca Miguel Cerulário e o Cardeal Humberto, como causadores do cisma formal, como hoje testemunhamos, com a Sé de Pedro. A verdade é muito mais complexa, segundo escritores modernos observam ao discutir os esforços unionistas dos Imperadores e o Patriarca João Beccus e outros Prelados orientais que permaneceram em união com os latinos durante o século XIII. Entretanto, o Patriarca Miguel Cerulário contribuiu para o declínio das relações entre Roma e Constantinopla por acentuar ainda outra “heresia latina”: a celebração do Santo Sacrifício com pão não-levedado (ázimo)! Ademais, expôs ao ridículo as práticas litúrgicas latinas (sacerdotes latinos raspavam suas barbas, latinos comiam carne nas quartas-feiras, seus Bispos usavam anéis e lutavam em guerras a cavalo, latinos rejeitavam o culto das relíquias[1], etc). Tudo isso excitou as paixões das massas ultrajadas contra os ímpios latinos.
O Patriarca Bizantino tinha, originalmente, causado um problema pelo fechamento de igrejas latinas em Constantinopla, levando o Papa Leão IX a escrever uma carta revoltada (com uma exposição magistral do primado romano) e a enviar três Legados Papais a Constantinopla para confirmar os direitos da Sé Romana. Basta dizer que o Cardeal Humberto dificilmente foi o melhor diplomata no trato com os bizantinos e (apesar de suas melhores intenções) cometeu um erro gravemente estúpido ao cair nos mesmos equívocos que os gregos, dando muita importância a matérias de disciplina e liturgia, e, lamentavelmente, trazendo a doutrina do Filioque à frente em seu documento de excomunhão de Cerulário e seu partido. Além disso, o documento continua algumas acusações errôneas contra os bizantinos, inclusive de sua omissão do Filioque no Credo! Tanto Humberto quando Cerulário tiveram muito cuidado de não incluir suas respectivas Igrejas em excomunhões essencialmente pessoais, mas, por tudo o que já ocorrera, aconteceu uma lamentável ruptura entre o Patriarcado de Constantinopla e a Igreja de Roma, que se agravaria com os demais Patriarcados orientais seguindo a liderança de Constantinopla, ao condenar as diferenças teológicas, disciplinares e litúrgicas que encontraram entre os latinos. Nos séculos que se seguiriam, o Filioque e o uso do pão ázimo para a Eucaristia seriam especialmente classificados pelos bizantinos como heresias, para justificar sua quebra de comunhão com os latinos e, conseqüentemente, com a Sé de Pedro. Todavia, por um momento após os tristes eventos de 1054, como um historiador observou, “[e]stá claro que no encerramento do século XI, nem em Roma nem em Constantinopla havia círculos responsáveis que acreditavam haver um cisma entre as Igrejas do Ocidente e do Oriente.”
As relações entre a maioria dos latinos e greco-bizantinos permaneceram amigáveis; não havia consciência de que a unidade da fé se rompera por querelas teológicas já ocorridas. É uma das grandes ironias da história que as Cruzadas, cuja intenção era defender companheiros cristãos contra as agressões muçulmanas, tivessem o efeito de piorar as relações entre os latinos e os bizantinos até o ponto de consolidar as tendências cismáticas iniciadas pelos eventos de 1054. As Cruzadas, que, com seus grandes exércitos, ingovernáveis e dados à pilhagem, opuseram-se aos bizantinos e, quando da Quarta Cruzada, saquearam a cidade de Constantinopla em 1204 (para o horror do Papa Inocêncio III), deixaram uma indelével impressão nas mentalidades bizantinas, o que é sentido até os dias de hoje entre os dias de hoje entre aqueles monges do Monte Athos contrários a qualquer abertura ecumênica aos católicos.
Quando os cruzados instalaram seu Patriarca eleito para a Sé de Antioquia, em 1100, com Constantinopla e os gregos apoiando um Patriarca rival no exílio, um cisma foi criado entre latinos e gregos, o qual se multiplicaria, como hierarquias rivais resultantes do anterior estabelecimento de um Império Latino no Oriente.
Como o Fr. Aidan Nichols, OP, escreveu a respeito dos cruzados terem estabelecido um Império Latino Oriental: “O cisma entre Roma e o Oriente ortodoxo foi o filho das cruzadas. Embora nunca ratificado por um Concílio, foi formalizado pelo surgimento de Hierarcas latinos e gregos competindo por três das quatro Sés Patriarcais do Oriente. O evento-chave foi o saque de Constantinopla, em 1204. Este foi uma bofetada em toda a mística de Bizâncio como a cidade escolhida por Deus, uma mística integrada à identidade cultural e religiosa do helenismo cristão.”
Em 1254, o Papa Inocêncio IV anunciou sua preocupação sobre o “cisma da România, isto é, da Igreja Grega, a qual, em nosso tempo, apenas alguns anos atrás, arrogante e imprudentemente, apartou-se e removeu-se a si mesma do seio de sua Mãe.” A falência das negociações em um Concílio concluído em Nymphaeum, em 1234, resultou no reconhecimento de que havia um cisma.
Durante os séculos XI ao XV, contudo, houve esforços para restaurar a plena comunhão entre Roma e Constantinopla (e seus irmãs, as Igrejas Eslavas, que foram atraídas pelo Patriarcado Bizantino à separação de Roma). Um número de importantes teólogos bizantinos como o Patriarca João Beccus, do século XIII, e o leigo Demetrios Kydones (um grande admirador de Santo Tomás de Aquino, cujas obras traduziu para um elegante grego), repudiaram o cisma e trabalharam para a união das Igrejas. Tais unionistas prepararam o caminho para os Concílios de reunião em Lião (1274) e Florença (1439), os quais falharam em formalizar uma definitiva união corpórea da Igreja Grega Bizantina com Roma, mas aplainaram a estrada para uma reunificação de quase todos as Igrejas de rito bizantino que, atualmente, desfrutam da comunhão com a Santa Sé.
Sempre houve aspectos irracionais e incoerentes acerca do cisma bizantino greco-eslavo em relação a Roma. O acadêmico Fr. Aidan Nichols, OP, notou a falta de rejeição consciente da doutrina católica por muitos ortodoxos orientais nos séculos passados: “A despeito do descosturar da União de Florença no curso do século XV, não se deve de nenhuma maneira supor que uma parede de ferro ergueu-se a dividir as comunidades separadas católica e ortodoxo no período subseqüente. De 1600 a 1700, em particular, tanto os crentes educados quanto os mais simples agiram, em números consideráveis, como se o cisma nunca tivesse existido.” (Rome and the Eastern Churches, pp. 240–245; T&T Clark, Edinburgh, 1992)
Muitos teólogos católicos têm enfatizado, semelhantemente, o importante fato de que vários ortodoxos orientais hoje não são formalmente cismáticos ou hereges, mas, particularmente, dissidentes em boa-fé, ansiosos de uma reunião com a Sé Apostólica de Roma.
Do século XII em diante, havia entre os bizantinos nobres e moderados espíritos que desejavam o fim de toda a atividade cismática e procuravam a purificação das memórias em preparação para um “diálogo de caridade”, que cessaria em uma comum celebração da Eucaristia pelo Papa e os Patriarcas, dando testemunho da oração de Cristo de que seus seguidores fossem “um” em fé, culto e governo. A eclesiologia do Concílio Vaticano II (1962-1965), explicando o primado e a colegialidade de acordo com a Tradição Apostólica, forneceu nova inspiração para o fim de um cisma realmente trágico, que tem servido unicamente para continuar a ferir a unidade daquela Una e Santa Igreja, a qual Cristo, o Senhor, achou por bem estabelecer sobre a Rocha de Pedro.
[1] O que não é verdade, apenas que o culto das relíquias é mais acentuado no Oriente, ou o era à época do Patriarca Cerulário.
A História Secreta da Igreja?
Por Taiguara Fernandes de Sousa
De repente caiu em minhas mãos um exemplar da Revista Superinteressante, de maio deste ano. Na capa, uma grande cruz dourada, em fundo branco, e o título em letras igualmente douradas: “A História Secreta da Igreja”; e abaixo: “Os assassinos, santos, devassos e heróis que fizeram a história da organização mais antiga do mundo: o Vaticano.”
Confesso que entre um pouco de raiva e várias gargalhadas, consegui terminar de ler aquele rascunho de trabalho supostamente histórico, com texto de autoria de José Francisco Botelho, o qual se gabava de estar escrevendo “uma biografia não autorizada” do Vaticano.
Não me surpreendi quando vi a revistinha científica tupiniquim tratar a Igreja com tanto desdém e veemência. Afinal, sempre chegaram em minhas mãos números da Revista onde a Igreja Católica era o próprio diabo em pessoa; números como aquele em que se tratou do Opus Dei, ou das Cruzadas, do Código Da Vinci e dos evangelhos apócrifos gnósticos. Notáveis pelos absurdos, linguajar vulgar, e pelas superinteressantes imbecilidades que ali se escreviam.
Assim que li a capa da revista já pude constatar que os autores da referida reportagem se preocupavam mais em atacar a Igreja do que com a veracidade dos fatos. “A História Secreta da Igreja”... Hummm. O título atrai. O que teria a Igreja de secreto? O que guardaria seu passado tão... “sombrio”? Mas... se a história era secreta, como a Revista ficou sabendo dela apenas consultando três livros (indicados nas referências do artigo) e consultando apenas um pesquisador, o historiador André Chevitarese, apresentado pelo artigo como “um dos maiores especialistas brasileiros no assunto”, somente para dar mais autoridade ao artigo? Claro. Nós só levantamos esta questão porque ela nos veio à tona imediatamente, principalmente quando observamos as referências (entre as quais, adivinhem, um livro de Hans Kung!). Pois se a revistinha científica tupiniquim desejava uma “história secreta da Igreja”, deveria ter pesquisado na Biblioteca Vaticana e no Arquivo Secreto do Vaticano, aberto a pesquisadores. Mas claro que não fariam isso. Ora, é muito mais fácil comprara um livreco qualquer numa livraria da esquina, do que conferir os documentos originais: se o livreco insultar a Igreja e os Papas, então possui veracidade histórica e autenticidade confirmada. Que rigor científico tremendo! Me dói nos ossos tamanho rigor!
Até porque, se alguém (e dessa vez não digo só a revistinha tupiniquim, mas qualquer pessoa) se dignasse a pesquisar nos Arquivos Secretos do Vaticano, veria a integridade dos Papas (alguns dos quais a revista acusou de forma até, diríamos, bizarra) e da Santa Sé.
Curioso é, digamos de passagem, que em matérias relacionadas ao Cristianismos, a revista sempre, sempre, sempre, sem exceção, consulte o historiador André Chevitarese. Talvez porque somente ele diga o que a revista quer ouvir e quer que seus leitores absorvam: que a Igreja não passa de uma instituição meramente humana, e pecadora.
Mas voltemos a capa e encontraremos ainda mais um motivo para risos: o Vaticano é uma organização? Ora, mas então mudem os Atlas Geográficos, pois eu pensava que eles mostravam somente os Estados! Ou sou eu que estou desatualizado, e agora os mapas mostram também organizações? Então devem haver mapas que mostram a ONU, a CIA, o MI6...? Não existem? Ora, mas então porque nos mapas eu vejo a localização do Vaticano, encravado no centro da Itália, no coração de Roma, e, segundo a revistinha tupiniquim, este seria uma “organização”?
Não me contive. Ri imediatmente. Nem este cuidado básico com os fatos foi tomados. Pois o Vaticano não é uma organização: é um Estado. E a Igreja igualmente não é uma “organização”, mas uma instituição divinamente constituída (ainda que para historiadores de plantão, como aqueles que se dedicam a escrever para revistinhas científicas tupiniquins, isto nada signifique).
Mas apreciemos novamente este subtítulo de grande significado: ele é sem dúvida hilário. “Os assassinos, santos, devassos e heróis que fizeram a história da organização mais antiga do mundo: o Vaticano.” O Vaticano, uma ogranização. Tenho que anotar isto nos meus registros, pois ainda me falata esta informação novíssima, tão nvoa que não a encontro e nenhum livro de História da Igreja ou História Geral mesmo. Perdoem-me a ignorância por não saber que o Vaticano é... uma organização (risos).
Passemos ao teor da reportagem.
Após falar um pouco sobre a trajetória de São Pedro (que, segundo a revistinha tupiniquim, teria sido escolhido como Primeiro Papa, mas não o seria realmente) a Revista salienta, em tom claro e com bastante rigor: “Está aí, em resumo, a tese do ‘primado de Roma’, segundo a qual os bispos romanos são os representantes legítimos de jesus. Mas os fatos que sustentam esse dogma nunca foram unanimidade. Não há provas da passagem de Pedro por roma. A Bíblia nada diz a respeito – lendas sobre sua viagem e martírio foram coletadas por volta de 312 d.C., na obra de um porpagandista da Igreja, Eusébio de Cesaréia”.
Ora, mas neste trecho tão pequeno se ecnontram pérolas valorosas, que demonstram quanto rigor possui a revistinha tupiniquim. Primeiro, o dogma do Primado de Pedro é posto em questão por não haverem fatos que o sustentem, unanimidade, segundo diz a revistinha. Mas isto é um erro cabal. Unanimidade existe sim, e do mais alto valor: unanimidade dos Bispos em comunhão com o Papa, que defeiniram solene e infalivelmente, anatematizando qualquer sentença oposta, o Dogma do Primado de Pedro. Esta doutrina é certa, de fundamento histórico. Sempre crida por todos, em todos os lugares e em todas as épocas. Quer mais unanimidade que isso? Os primeiros cristãos não tinham dúvidas quanto à localização do túmulo de Pedro em Roma, tanto é que construíram uma capela no local, um cemitério numa colina, ainda no século Iogo após a morte de Pedro. Somente mais tarde Constatino construiria uma Basílica, e mais tarde ainda os Papas dariam início à construção da Basílica de São Pedro, que conserva em seu subsolo a mesma colina, e o túmulo de Pedro.
Querendo pôr em questão a localização certa do túmulo de Pedro, a Revista traz as palavras do Chevitarese, “um dos maiores especialistas brasileiros no assunto”, o qual afirma categoricamente: “Havia cemitérios no Vaticano muito antesd e Cristo. O túmulo na basílica talvez nem seja cristão – os romanos pagãos costumavam usar símbolos de todas as religiões.” Numa época de perseguições aos cristãos, onde católicos eram crucificados e queimados, dados de comer a animais, “os romanos pagãos costumavam usar símbolos de todas as religiões”, inclusive do Cristianismo. Isto é, numa época em que ser cristão significava ser inimigo do Império, até mesmos os romanos pagãos costumavam usar símbolos do Cristianismo, segundo Chevitarese, para legitimar sua idéia de que a tumba nem cristã era. Imagine você, caro leitor, no Império Romano, sabendo da perseguição decretada por Nero a todos os cristãos, sendo você um romano pagão, utilizando símbolos do Cristianismo e desenhando peixes e cruzes nas tumbas de seus familiares. Ou você era muito estúpido, por ser uma romano pagão que ignorava os decretos de seu Imperador. Ou você era cristão, já que estes sim, em sua coragem, não temiam ostentar seus símbolos, mesmos que isso os levasse a morte (e levou a muitos). Qual é a chance de um romano pagão, em plena perseguição ao Cristianismo, usar um símbolo cristão e desenhar símbolos cristãos na tumba de sues familiares? Talvez Chevitarese possa responder. E qual a chance de, numa tumba com símbolos cristãos, onde desde o século I d.C. havia uma capelinha construída pelos cristãos e dedicada a São Pedro, houvessem os ossos de um indívíduo do sexo masculino, entre 60 e 70 anos (a idade que tinha São Pedro quando morreu), como se sabe que há exatamente no local onde hoje está a Basílica de São Pedro, e que a Revsita põe em dúvida? Talvez a revistinha tupiniquim queira perguntar a “um dos especialistas brasileiros no assunto” para poder proferir novamente críticas infundadas à Igreja e aos Papas.
A revistinha, claro, comete outras gafes tremendas, dignas da historiografia de Dan Brown, que foi capaz de dizer que o Opus Dei tem monges e que o próprio Da Vinci pôs o nome Mona Lisa em seu famosos quadro (quando este já morrera há décadas na época em que este nome surgiu).
Poderíamos falar de Gregório VII, que a revista, em um acesso de desrespeito ao Santo Padre, chama de “Santo Satanás” e traz um desenho seu, onde porta os chifres do diabo e senta-se num Trono repleto de demônios! Quanta baixaria! Quanto desrespeito e falta de caráter! Ainda que possa cometer erros, nada, absolutamente nada, dá a nenhum homem da face da terra do direito de tratar o Santo Padre com tanto desprezo, veemência e desrespeito. Nada! Ainda que fosse o pior dos pecadores, o desrespeito seria um pecado ainda maior! Lembramos as fortes palavrasd e Santa Catarina de Sena, escrevendo a Barnaba Visconti, Senhor de Milão: “É estulto aquele que se afasta ou vai contra este Vigário, que tem as chaves do Sangue de Cristo crucificado. Ainda que fosse um demônio encarnado, eu não devo levantar a cabeça contra ele, mas sempre humilhar-me, pedir o sangue por misericórdia. E não admireis que o demônio vos porá e vos tenha posto diante a cor da virtude, isto é, uma justiça de querer agir contra os maus pastores pelos seu erros. Não creiais no demônio: não queirais fazer justiça sobre aquilo que não vos diz respeito. Deus não quer que vós, nem ninguém, vos façais justiceiros de seus ministros. Ele o confiou a si mesmo, e isso mesmo confiou ao seu Vigário; e se o Vigário não o fizesse, humildemente deveríamos esperar a punição e correção de Sumo Juiz, Deus eterno”. (Epistolário, vol. I, Carta n. 28) Santa Catarina de Sena diz tudo, em ada precisa ser complementado. Aos Papas foi dado o dom da Infalibilidade em termos de Fé e Moral, mas não o dom da Impecabilidade. Como homens, pecam; como Sucessores de Pedro, não podem errar, são infalíveis. E ainda que alguns Papas (que não são todos, mas poucos em relação aos tantos santos que existiram) tenham cometido erros e pecados graves, que tenham violado seu celibato entregando-se a prazeres mundanos, ainda assim nunca pormulgaram erros contra a Fé, pois como Sucessores de Pedro são infalíveis. Nada dá, portanto, a homem algum, o direito de quere ser juiz do Papa, e querer julgar-lhe por seus pecados. “A ninguém é lícito emitir juízo acerca do julgamento desta Santa Sé, nem tocar neste julgamento, visto que não há auotirdade acima da mesma Santa Sé” (Conc. Vaticano I, Const. Dogm. Pastor Aeternus, Dz. 1830).
Contudo, a revistinha segue, falando ainda do Papa Inocêncio III, do Santo Padre Gregório IX, do Sumo Pontífice Júlio II..., entre outras vítimas da falta de rigor histórico e do ódio mesquino à Igreja Católica. Culpa a Igreja por massacres e chacinas, evocando do fundo do caixão aquelas antigas, caducas e decadentes lendas negras sobre a Inquisição e as Cruzadas, que qualquer historiador de renome hoje em dia tem até vergonha de repetir, por saber da farsa absurda e tendenciosa que são.
Mas como se não bastasse, ainda evocam aquela mentira moribunda, já caindo aos pedaços, aquela lenda maldosa já cheia de furúnculos e extremamente doente, condenada a morte em pocuo tempo, segundo a qual o Papa Pio XII foi conivente com o Nazismo. E a revistinha tupiniquim, em sua ânsia por forjar uma “História Secreta da Igreja”, uma “Biografia não autorizada do Vaticano”, ressuscita do túmulo até mesmo aquele apelido caluniador e difamatório, que os historiadores realmente comprometidos com a verdade histórica hoje tentam apagar por se darem conta da mentira que representa. E que apelido é este? “O Papa de Hitler”. Num momento em que grande parte da comunidade histórica internacional fala do trabalho silencioso, oculto e habilidoso do Papa Pio XII em prol dos judeus, para salvá-los sem despertar as atenções de Hitler, num momento em que se está prestes a abrir os arquivos de Pio XII a todos os pesquisadores, num momento em que o grande Papa Pio XII (Papa que amo e para quem rezo, embora tenha nascido muitas décadas após sua morte) será beatificado e canonizado, a revistinha tupiniquim comete uma das maiores gafes históricas de sua história: citar Pio XII como “o Papa de Hitler”. E ainda tiveram a coragem de pôr uma ilustração de Pio XII, com os lábios custurados e tapando os olhos, num acesso de desrespeito banal e ódio grosseiro, como se este grande Papa nada tivesse feito para salvar os judeus do terror nazista. Por que não citar que antes de se tornar Papa, e antes mesmo da Guerra, Pio XII (Eugenio Pacelli) era um grande inimigo do Nazismo e continuou sendo para toda a vida? Em 28 de abril de 1935, o Cardeal Eugenio Pacelli fez um discurso em Lourdes para 250.000 peregrinos, onde afirmou: “[Os nazistas] são, na verdade, apenas uns plagiários que cobriram velhos erros com um manto novo. Não faz qualquer diferença se os homens se arrebanham sob cartazes que pregam a revolução social , se guiam por um falso conceito da vida e do mundo ou estão possuídos pela superstição do culto ao sangue e à raça.” Por que não citar isto? Porque não representam o que a revistinha tupiniquim quer que acreditem. Por que não mencionar que o Cardeal Eugenio Pacelli, Secretário de Estado na época, enviou inúmeras cartas a Berlim, onde condenava a doutrina do nazismo e seu culto à raça ariana, cartas estas que lhe valeram em Berlim o status de “inimigo do partido nazista”? Por que não mencionar que Hitler temeu a eleição de Eugenio Pacelli como Papa, e que Berlim lamentou quando Pio XII subiu ao Trono Pontifício? Pois são claras as palavras do Berliner Morgenpost, que no dia após a eleição de pio XII salientava: “A eleição do Cardeal Pacelli não é benéfica para a Alemanha, pois ele sempre se opôs ao nazismo e praticamente determinava a política do Vaticano sob o seu predecessor“. Por que não citar isso? Porque são fatos que vão contra a linha anticatólica da revistinha tupiniquim. “Pacelli obviamente já havia definido claramente a sua posição, pois os governos fascistas, tanto na Itália como na Alemanha, falaram duramente contra a possibilidade da sua eleição como sucessor de Pio XI em março de 1939, apesar de o Cardeal Secretário de Estado ter sido núncio papal na Alemanha entre 1917 e 1929”, são as palavras do insuspeito Dr. Joseph Licthen, diplomata polonês judeu e membro da Liga Antidifamação Judaica B’nai B’irth. “[O Papa Pio XI] tinha boas razões para fazer de Pacelli o arquiteto da sua política antinazista. Dos quarenta e quatro discursos feitos pelo núncio Pacelli em solo alemão entre 1917 e 1929, ao menos quarenta continham ataques ao nazismo ou condenações da doutrina de Hitler [...] Pacelli, que nunca se encontrou com o Führer, designava o nazismo como um ‘neopaganismo’“, afirmava diplomata israelense e, hoje, rabino judeu Pinchas Lapide.
Em seu livro “Three Popes and the Jews” (“Três Papas e os Judeus”, Hawthorn Publishers, New York, 1967) Lapide traz uma (dessa vez sim) superinteressante citação de um relatório do Serviço de Segurança do Reich Alemão sobre o recém-eleito Pio XII: “Pacelli já se tornou conhecido pelos seus ataques ao nacional-socialismo quando exercia a função de Cardeal Secretário de Estado, fato que lhe rendeu a calorosa aprovação dos estados democráticos durante as eleições papais [...]. O amor de Pacelli pela democracia é especialmente celebrado na imprensa francesa” (p. 121). Por que não citar isto? Porque isto vai contra a idéia de um “Papa de Hitler”. Porque isso mostra que o Papa Pio XII era temido em Berlim, porque isso mostra que o Partido Nazista temia Eugenio Pacelli. Por que isso mostra que Adolf Hitler temia o grande Papa Pio XII. E, principalmente, porque mostra que, diante de tanto ódio contra o Papa, o Partido Nazista apenas esperava o mínimo deslize deste para perseguir não só judeus, mas também cristãos que, como seu Líder, fossem antinazistas. E por isso Pio XII salvou, de forma habilidosa e inteligente, milhares de judeus, na surdina, em silêncio, com prudência e cautela. E com muito caridade e amor. Sim! Muito amor! Tanto amor que o Grão-Rabino de Roma, Israele Zolli, converteu-se ao Catolicismo o ver tanta dedicação do Papa em salvar judeus, ao ver inúmeros judeus sendo empregados no Vaticano para que não caíssem nas mãos dos nazistas, ao ver o Papa tirando o ouro de seus próprios cofres para ajudar os judeus a pagarem o que lhes era exigido pelos nazistas. Diz o ex-rabino: “A irradiante caridade do Papa, debruçada sobre todas as misérias provocadas pela guerra, sua bondade para com meus correligionários perseguidos foram para mim o furacão que varreu meus escrúpulos diante do tornar-me católico” . Por que não mencionar isto? Porque vai contra a linha anticatólica da revistinha tupiniquim. Pio XII será canonizado, não duvidamos; e não temos o mínimo receio de rezar para ele, de pedir-lhe sua intercessão, e de dizê-lo Santo desde já, pois sabemos de sua santidade e de seu inquestionável amor a Cristo e à Igreja!
Se tem uma coisa que a revistinha acertou, foi dizer que se trata de uma “Biografia não autorizada”: realmente, ela não tem autoridade nenhuma.Claro que a intenção da revistinha era clara: era o mês de maio, o Papa Bento XVI vinha ao Brasil. Era preciso que os inimigos da igreja se manifestassem. E a revistinha o fez, caluniando a Igreja e o Papado, da forma mais absurda. A que ponto chegam os modernistas! E Bento XVI veio, e os brasileiros lhe saudaram, e ele andou conosco, e rezou conosco, e nos abençoou. O Vigário de Cristo esteve entre nós, e os inimigos da Igreja tiveram de engolir calados sua baixa, porém poderosa voz! E engoliram calados seu doce semblante, e seu santo e admirável sorriso. E que engulam calados, pois o erro não tem nenhum direito em lugar algum!!!
Mas vejam como nos estendemos!
Vamos parar por aqui. Creio que nossos leitores já apreciaram as pérolas negras que o ódio à Igreja é capaz de produzir: as pérolas mais nojentas e sebosas que podem existir.
Viva São Pedro!!!
Viva Pio XII!!!
Viva Bento XVI!!!
Viva o Papa, Vigário de Cristo!!!
Corpus Christi
Por Leandro Martins de Jesus
"A presença do verdadeiro Corpo de Cristo e do verdadeiro Sangue de Cristo neste sacramento [Eucaristia] 'não se pode descobrir pelos sentidos, diz Santo Tomás, mas só com fé, baseada na autoridade de Deus'. Por isso, comentando o texto de São Lucas 22,19 ("Isto é o meu Corpo que será entregue por vós"), São Cirilo declara: 'Não perguntes se é ou não verdade; aceita com fé as palavras do Senhor, porque ele, que é a verdade, não mente" (CIC §1381)
A Igreja celebra na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, a festa em honra ao “Corpo do Senhor”, conhecida pelo nome de “Corpus Christi” (Corpo de Cristo).
Essa grandiosa celebração tem sua origem em meados do século XIII, após o acontecimento do Milagre Eucarístico de “Orvieto – Bolsena” na Itália, em 1263.
Segundo a História da Igreja, a Beata Juliana de Cornillon (1258), em uma revelação particular teria recebido de Jesus o pedido para que fosse introduzida no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de “Corpus Domini”.
Em uma Celebração Eucarística presidida pelo padre Pedro de Praga, na cripta de S. Cristina, na cidade italiana de Bolsena, ocorreu o Milagre Eucarístico: da hóstia consagrada caem gotas de sangue que mancham o corporal (toalhinha branca quadrada de linho e engomada. Chama-se corporal porque sobre ela se coloca o Corpo do Senhor que está na âmbula e no cálice).
O Papa Urbano IV (1262-1264) que morava na cidade italiana de Orvieto, determina que as relíquias do Milagre Eucarístico fossem transladadas da cidade de Bolsena a Orvieto, o que é feito em procissão.
Em 11 de agosto de 1264, o Papa Urbano IV emitiu a Bula Transiturus de Mundo, onde instituiu a Festa de Corpus Christi, a ser celebrada no Calendário Litúrgico da Igreja, na quinta-feira após a oitava de Pentecostes. São Tomás de Aquino foi o encarregado de compor o Ofício Festivo próprio da Celebração.
Em síntese, é esta a origem da Festa de Corpus Christi, que celebramos em Procissão pelas ruas de nossa cidade, ornada com belos tapetes, em honra ao Santíssimo Corpo de Cristo, que passa a nos abençoar.
Chega de Coitadinho
Extraído do Jornal Espírita de Setembro de 2007
Nascido em Ituiutaba (MG)a vida do médium Jerônimo Mendonça (1939-1989) foi um exemplo de superação de limites. Totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o pescoço, cego há mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe dava dores terríveis no peito e em todo o corpo, era levado por mãos amigas pelo Brasil afora, para proferir palestras. Foi tão grande o seu exemplo que foi apelidado "O Gigante Deitado" pelos amigos e pela imprensa.
Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou. Uma hemorragia acentuada, das vias urinárias, o acometeu. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar.
- Doutor, será que podemos pelo menos levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier? Eles são muitos amigos.
- Só se for de avião. De carro ele morre no meio do caminho.
Um de seus amigos tinha avião. Levaram-no para Uberaba. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Chegaram à Comunhão Espírita, onde o Chico trabalhava então. Naquela hora ele não estava, participava de trabalho de peregrinação, visita fraterna, levando o pão e o evangelho aos pobres e doentes.
Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue disse o Chico:
- Olha só quem está nos visitando! O Jerônimo! Está parecendo uma rosa vermelha! Vamos todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado para ela não "despetalar".
Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou.
Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico, e em seguida veio a explicação:
- Você sabe o porquê desta hemorragia, Jerônimo?
- Não, Chico.
- Foi porque você aceitou o "coitadinho". Coitadinho do Jerônimo, coitadinho... Você desenvolveu a autopiedade. Começou a ter dó de você mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O seu pensamento negativo fluidicamente interferiu no seu corpo físico, gerando a lesão. Doravante, Jerônimo, vença o coitadinho. Tenha bom ânimo, alegre-se, cante, brinque, para que os outros não sintam piedade de você.
Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se igual aos sadios.
Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia "fatal". Venceu o "coitadinho".
Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e esmorecimento.
Você aceita Kardec?
Sim! Mas não o espiritismo dogmático.
Você aceita Kardec?
Sim! Mas não a imbecilidade do purismo doutrinário.
Você aceita Kardec?
Sim! Mas não a ortodoxia Espírita.
Você aceita Kardec?
Sim! Mas não a limitação intelectual e de pesquisa das Federações Espíritas.
Você aceita Kardec?
Sim! Mas não a religião Espírita, que é imbecil como qualquer outra e eu prefiro o aspecto filosófico e científico da coisa.
Você aceita Kardec?
Sim! Mas odeio esta coisa de fazer bazar, distribuir sopa, empurrar evangelização, fazer cara de bonzinho e pose de moralista superior.
Você aceita Kardec?
Sim! Mas aceito também Emmanuel, Ramatís, André Luiz e muitos outros.
Você aceita Kardec?
Sim! Mas não a babaquice religiosa generalizada que virou uma praga por aí.
O Espiritismo na Bíblia
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/ffarias/o-espiritismo-na-biblia.html
Por Fátima Farias
O teólogo e professor universitário paraibano Severino Celestino da Silva não aceita críticas sem fundamentos lógicos. Cansado de ouvir falar que a Bíblia condena o Espiritismo consultou 16 Bíblias e ali encontrou disparidades de conteúdo. Lembrou-se das palavras de São Jerônimo: “A verdade não pode existir em coisas que divergem”. Decidiu mergulhar na fonte hebraica da Bíblia, comparou com as versões em grego e latim, e descobriu que as traduções apresentam conceitos políticos e pessoais dos seus tradutores, que comprometeram sua autenticidade. Debruçou-se na pesquisa, teve a idéia de reunir o resultado no livro Analisando as Traduções Bíblicas, que aponta as distorções ocorridas nos textos sagrados de Moisés até hoje. A obra teve tamanha repercussão pelo Brasil afora e até no exterior (três edições em menos de dois anos), que já recebeu proposta para editá-lo em espanhol e esperanto.
Ele consultou ainda 103 referências bibliográficas, que colocam o Espiritismo no seu devido lugar perante a Bíblia, provando também que os fenômenos mediúnicos, a reencarnação e as bases do Espiritismo, ressaltam dos textos sagrados. Precavido, ainda foi buscar o aval do israelense Gad Azaria, que revisou os textos em hebraico. Celestino revela que na Bíblia se encontra toda a crença da reencarnação, por parte dos profetas e do povo hebreu, em todas as épocas, e do próprio Cristo que pregava sobre o retorno do espírito noutro corpo, inclusive afirmando, textualmente, que João Batista era o Elias que já vivera no tempo dos Reis de Israel e que havia voltado reencarnado no corpo de João Batista. Dos 23 capítulos do livro, oito se referem à reencarnação na Bíblia.
Celestino considera a Bíblia o livro mais fantástico do universo, por possuir um conteúdo moral, religioso e de relacionamento do homem com Deus indiscutível, porém constata que ainda é muito incompreendida pelo homem. “A Bíblia hoje em português representa uma verdadeira ‘Torre de Babel’ e se perde aquele que busca entender a sua mensagem. Este foi o motivo que me levou a escrever este livro que traz verdades importantes para quem quer seguir um Deus único, misericordioso, infinitamente justo e bom e sobretudo Amor. É um livro que mostra ainda a inexistência de religiões na Bíblia, bem como a inexistência de condenação à Doutrina Espírita. Ele leva você a refletir sobre o amor, a prática da caridade, o amor ao próximo e que a fé sem obras em si é morta”, explica.
As religiões tradicionais costumam argumentar que a Bíblia não se refere ao Espiritismo, mas Celestino tem a resposta: “Realmente a Bíblia não apresenta, em nenhuma de suas páginas, referência ao Espiritismo, de onde logicamente se conclui que não poderia proibir a sua prática ou condená-lo. Seria até uma incoerência. A Doutrina Espírita foi codificada por Allan Kardec em 1857, já a Bíblia foi escrita há quatro mil anos atrás, como poderia condenar uma doutrina que surgiria tanto tempo depois? O que encontramos em todas as suas páginas são fenômenos mediúnicos incontestáveis e realizados pelos profetas que eram, na verdade, grandes médiuns”.
Esclarecendo Deuteronômio
Celestino ainda aponta o discurso dos opositores do Espiritismo, que se utilizam do Deuteronômio para ilustrar e justificar suas posições discriminatórias em relação à doutrina kardecista. Ele esclarece essa utilização do livro bíblico. “O Deuteronômio é um livro fantástico. É nele que existe um maravilhoso e incontestável legado para a humanidade: os Dez Mandamentos. Foi nele que Deus registrou a Primeira Aliança. Mas, as pessoas querem ligar as recomendações de Moisés, feitas para o povo Judeu há quatro mil anos no deserto do Sinai, como se fossem dirigidas para os espíritas, que nem existiam naquela época. Eu tenho o maior respeito pelo Deuteronômio, mas é um livro do Judaísmo e sendo o Espiritismo uma religião cristã, como pode ser condenado por uma religião judaica?
“Examinando-se com atenção o Deuteronômio em sua língua original, você vai observar que ele apresenta, com relação à proibição de consulta aos mortos, o mesmo rigor e respeito apresentado por Alan Kardec no Livro dos Médiuns, (questões 273, 274 e 275). Portanto, qualquer coisa fora disto é desconhecimento ou má fé de quem assim se pronuncia”.
Para as pessoas que insistem em afirmar que o Espiritismo não é uma religião cristã, ele reage: “Só quem não conhece o Espiritismo pode fazer tal afirmativa. Os postulados da Doutrina Espírita são todos baseados em princípios cristãos. O Espiritismo complementa o Cristianismo e nos mostra ainda claramente de onde viemos, o que estamos fazendo na terra e para onde iremos. Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: ‘Dai de graça o que de graça recebeste’ (Mt. 10,8). A moral que o Espiritismo prega é a moral cristã, ditada pelo Cristo, o maior espírito que habitou o nosso planeta.
“O Espiritismo nos ensina que somos espíritos imortais e quer estejamos na terra, quer no mundo espiritual, trabalhamos ativamente para alcançar a perfeição. O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização entre todos os homens, independentemente de sua origem, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei da justiça, do amor e da caridade, na sua maior pureza. O Espiritismo nos demonstra que a justiça divina é rigorosamente cumprida, havendo recompensa para os bons e cobrança para os maus. (Mt. 5,25; Efé. 6,8 e 9; Col 3,25; Tia.2,13; Gál. 6,6-8). E nos mostra também que não há penas eternas. O espírito culpado, logo que se arrependa do mal que praticou, obtém a condição de repará-lo. Neste sentido, é preciso trabalhar para corrigir o mal que foi praticado contra o semelhante”.
E ainda, com relação às confusões feitas pelos opositores do Espiritismo, Celestino esclarece: “O Espiritismo não possui hierarquia religiosa, não tem sacerdotes, nem rituais ou formas de culto exterior e nem queima de incenso ou velas, não usa amuletos ou similares, altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos. Em resumo, o Espiritismo é o Evangelho redivivo de Jesus”.
As provas da reencarnação
Dos 23 capítulos do livro de Celestino, oito se referem à reencarnação na Bíblia. Eis algumas considerações: “O rabino Arieh Kaplan afirma que: ‘Não é possível entender a Cabalá sem acreditar na eternidade da alma e suas reencarnações’.Com o nome de ‘Transmigração das Almas’, todo o povo judeu, inclusive a corrente ortodoxa hassídica, acredita que depois da morte a Alma reencarna numa nova forma física. Aqueles judeus hassídicos característicos, de chapéus pretos, tranças (peot) e longos casacos negros são pessoas que acreditam na reencarnação. O hassidismo é uma forma de Judaísmo fundada na Polônia em meados do século XVIII pelo rabino Israel Baal Shem Tov (1700-1760) que começou sob a liderança de Dov Baer De Mejirech. Israel Baal Shem Tov extraiu elementos da Cabalá e espalhou por toda Europa oriental.
“A reencarnação é uma crença fundamental do hassidismo. Seus conceitos constam dos livros Sefer Ha-Bahir(Livro da Iluminação), primeiro livro da Cabalá judaica e do Zohar (Livro do Esplendor). Ambos os livros atribuem grande importância à doutrina da reencarnação, usada para explicar que os justos sofrem porque pecaram em uma vida anterior. Nele, o renascimento é comparado a uma vinha que deve ser replantada para que possa produzir boas uvas. A ‘Transmigração’ emprestou um significado novo a muitos aspectos da vida do povo judeu, pois o marido morto voltava literalmente à vida no filho nascido de sua mulher e seu irmão, num casamento por Levirato. A morte de crianças pequenas era menos trágica, pois elas estariam sendo punidas por pecados anteriores e renasceriam para uma vida nova. Pessoas malvadas eram felizes neste mundo por terem praticado o bem em alguma existência prévia”.
“Prosélitos do judaísmo eram almas judaicas que se haviam encarnado em corpos gentios ou pagãos. Ela também permitia o aperfeiçoamento gradual do indivíduo através de vidas diferentes. O Zohar afirma ainda que a redenção do mundo acontecerá quando cada indivíduo, através de ‘Transmigração das Almas’ (reencarnações), completar sua missão de unificação. Ele nos diz que o termo bíblico ‘gerações’ pode ser substituído por ‘encarnações’. Baseados nestes conceitos, os cabalistas desenvolveram a sua própria interpretação sobre a aliança que Deus fez com Abraão e sua semente. Deus disse: ‘Estabelecerei o meu concerto entre mim e ti, e a tua semente depois de ti, nas suas gerações, por concerto perpétuo’. Acreditavam que Deus havia feito esta aliança com a semente de Abraão não apenas por uma vida, mas por milhares de encarnações”.
- E para os que não acreditam na visão da Cabalá, como é que fica?
- O Antigo Testamento, responde Celestino, apresenta várias referências sobre a reencarnação. Citaremos aqui a passagem em que Deus diz ao profeta Jeremias que o conhecia antes dele ser concebido. ‘Antes mesmo de te formar no ventre de tua mãe, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei; Eu te constitui profeta para as nações’. (Jer. 1,5). Esta passagem sugere que a alma de Jeremias já existia antes de seu nascimento no século VI antes de cristo. Na Bíblia, se encontra toda a crença na reencarnação por parte dos profetas, de David, do povo hebreu em todas as épocas e do próprio Cristo que nunca negou a reencarnação. Pelo contrário, em Mateus 11,13 e 14 Ele afirma textualmente que João Batista era o Elias que já vivera no tempo dos Reis de Israel e que havia voltado reencarnado no corpo de João Batista . Veja os versículos na íntegra: ‘Porque todos os profetas bem como a Lei profetizaram até João. E, se quiserdes dar crédito, ele é o Elias que devia vir’. Mt. 11,13 e 14. Palavras do Cristo. Quem quiser que as negue, eu não me atrevo. Temos ainda em toda a Bíblia passagens do Gênesis ao Apocalipse que mostram a certeza na volta da alma ou espírito em outro corpo e que tanto os profetas como os judeus ortodoxos até hoje ainda acreditam.
Passagens da Ressurreição
Segundo Celestino, a Ressurreição, em princípio, é definida como o retorno da alma ao corpo que parecia estar morto. “Na Bíblia existem oito casos de ressurreição. Três casos ocorrem no Velho Testamento, o primeiro é narrado no I livro dos Reis cap. 17 vers. 21 e 22, (a ressurreição do filho da viúva por Elias). O segundo no II livro dos Reis 4,32-37 (a ressurreição do filho da mulher Sunamita por Eliseu) e o terceiro também no II livro dos Reis 13,20 e 21. (ressurreição de um homem cujo cadáver tocou nos ossos de Eliseu) No Novo Testamento temos outros cinco casos de ressurreição. Três foram realizados por Jesus, o Cristo, como está narrado nos Evangelhos: ressurreição da filha de Jairo, o chefe da Sinagoga, narrado em Mateus 9,18-25; a ressurreição do filho da viúva de Naim (Lucas 7, 11-17) e a ressurreição de Lázaro (João 11, 1-43). As outras duas ressurreição foram realizadas por Pedro e por Paulo respectivamente, narrados nos Atos dos Apóstolos 9,36-42 e 20, 7-12. Existe uma corrente que prega a ressurreição como ocorrendo no último dia e com o mesmo corpo que se viveu. Isto não é verdadeiro.
“Na verdade, o que se traduz como ressurreição na Bíblia, com exceção dos casos citados, significa reencarnação, pois a ressurreição ocorre com o perispírito ou corpo espiritual como fala Paulo aos Coríntios na sua I carta, cap. 15, 35 a 53. A Igreja Católica recita todos os dias na missa, o Credo de Nicéia, que ao ser criado em 325 da nossa era, aceitava a reencarnação e por isso cita ‘creio na ressurreição da carne’. O mesmo ocorre com outras passagem bíblicas que foram adaptadas aos conceitos e crenças pessoais de quem as traduziu. No entanto, Paulo de Tarso foi bem enfático ao afirmar que ‘a carne, e o sangue não podem herdar o Reino de Deus’. Orígenes, discípulo de São Clemente de Alexandria, analisando a Paulo, concluiu que quem ressuscita é o perispírito ou corpo espiritual. O corpo material é entregue a terra para ser destruído e o espírito ou alma vai a Deus”.
A sobrevivência do espírito
Celestino afirma que a imortalidade da alma também consta na Bíblia, sendo uma crença dos gregos, dos egípcios, hindus, chineses e outros povos. Nos Salmos de David existem muitas citações, que expressam sua crença no Sheolou Inferno, só que como uma passagem temporária, jamais como uma região de tormentos eternos. David lançou, juntamente com os profetas, o conceito de ‘Olam ha-bá’ que significa ‘Mundo por Vir’, que era o mundo espiritual da alma, após a morte, no celestial Jardim do Éden. David foi ungido rei por Samuel, filho de Ana e de Elcana. No I livro de Samuel cap. 2,6, encontra-se o cântico de Ana onde está escrito: ‘O Senhor dá a morte e a vida, faz descer ao Sheol e de lá voltar. David cita em vários dos seus Salmos este conceito. O Cristo nos Evangelhos mostra claramente e em muitas citações a certeza da existência e sobrevivência da alma após a morte. ‘Ora é esta a vontade daquele que me enviou: que Eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia’ (João 6,39). Existe, neste evangelho, de uma maneira geral, a promessa e a certeza de que todos chegarão um dia à Deus. A parábola do homem rico e Lázaro é uma prova da sobrevivência do espírito (Lc. 12,13). O juízo final em Mateus 25, 31-46 é outra, e assim sucessivamente.
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Muitos questionam por que a Doutrina Espírita criou o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo ao invés de seguir a Bíblia. Celestino tem a resposta: “Este é mais um conceito errôneo de quem não conhece o Espiritismo. O Evangelho Segundo o Espiritismo é uma coletânea de versículos extraídos da Bíblia e interpretados pelos espíritos. É um livro de orientações maravilhosas para as dificuldades da vida. Possui 28 capítulos, onde setenta por cento dos ensinamentos foram extraídos do Sermão do Monte, o maior legado que Cristo nos deixou e composto por ensinamentos que são aceitos por todos os cristãos. Os outros versículos são retirados dos Evangelhos e até da Primeira Aliança (Antigo Testamento), pois o seu XIV capítulo, ‘Honrar Pai e Mãe’, foi retirado do Êxodo 20,12. Portanto, não se trata de uma Bíblia dos Espíritas, mas de um roteiro moral e de muita luz retirados diretamente das páginas da Bíblia.
A Terceira Revelação
Sobre o fato do Espiritismo ser considerado a terceira revelação, Celestino explica que existem três revelações divinas no universo: “A primeira revelação foi feita através de Moisés no Monte Sinai que são os ‘Dez Mandamentos’. Na seqüência, os profetas predisseram a vinda do Cristo que nos legou a segunda revelação que foi o Evangelho. E foi o próprio Cristo quem predisse a terceira revelação: o Espiritismo. No capítulo 14 do Evangelho de João, em suas despedidas registrando nos versículos 15 a 17, Jesus deixa uma das suas mensagens finais: ‘Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece: mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós’.Cita ainda o Cristo nos versículos 12 a 14 do capítulo 16 do Evangelho de João: ‘Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. As verdades do Espiritismo ainda não são aceitas por muitos. Quando vier o paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vô-lo anunciará’.
“O profeta Joel, que viveu 750 anos A.C. (cap. 3, 1 a 5) (algumas Bíblias traduzidas, trazem Joel 2,28) foi quem primeiro profetizou a chegada dos dons da profecia, ou seja, da mediunidade e do Espiritismo. O texto é o seguinte: ‘Depois disto derramarei o meu espírito sobre toda carne: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos velhos terão sonhos, e vossos jovens terão visões; e também derramarei o meu espírito sobre os escravos e as escravas. Tudo isto é predito também pelo Cristo, como vimos acima, e o fato ocorre com os discípulos na reunião do Pentecostes e está narrado em Atos 2, 1-21”.
A salvação segundo o Espiritismo
Celestino analisa a questão da salvação sob a ótica espírita como sendo uma conquista diária. Esclarece: “Nós preparamos o nosso caminho todos os dias para o nosso reencontro com Deus. É lógico que, em princípio, a salvação é para todos, porém segundo o nosso proceder, uns chegam primeiro outros depois, porém todos chegam. ‘Abandone o ímpio o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos, e volte para Deus, pois terá compaixão dele, e para o nosso Deus, porque é rico em perdão’ (Is. 55,7). Cristo acrescenta: ‘Assim é a vontade de vosso Pai celeste que não se perca um só destes pequeninos’ (Mt. 18,14). ‘Em verdade vos digo, os publicanos e as meretrizes vos precedem no reino de Deus’ (Mt.21, 31). Aqui o Cristo deixa bem claro que todos entrarão no reino dos Céus, até os publicanos e as meretrizes. Entrarão depois, mas que entrarão não se tem a menor dúvida”.

